A atual bandeira oficial da França foi adotada em 15 de fevereiro de 1794. Ela é conhecida também como tricolor bleu, blanc, rouge, que significa, em francês, as cores que são dispostas em três faixas verticais: azul, branco e vermelho.

Esse modelo vem sendo adotado desde a Revolução Francesa, e nos dias de hoje, ela é erguida em todo prédio púbico, e é hasteada na maioria das cerimônias, sejam elas civis ou militares. Tem uma proporção de 2:3, ou seja, se tiver 2 metros de altura, deverá ter 3 de largura.

Ela data de 1794, e foi desenhada pelo pintor  Jacques-Louis David. Mas já havia sido concebida anos antes, com as mesmas cores representando ideais de liberdade (14 de julho de 1789), e era utilizada em algumas ocasiões.

Com exceção do período da Restauração (1814-1830), em que os Bourbons suprimiram a bandeira, o modelo tricolor tem sido oficial. Na revolução de julho de 1930 as cores foram restauradas.

Significado e simbolismo das cores


Azul, branco e vermelho

Inicialmente, o azul e o vermelho representam a capital, Paris, e o branco a cor do rei. No início da Revolução de 1789 as cores foram unidas numa roseta.

O líder da Guarda Nacional, Lafayette, escreveu em suas memórias que teria forçado o rei Louis XVI a usar a roseta tricolor, para simbolizar a eterna aliança entre o povo e o monarca.

Com isso o patriotismo que as cores simbolizam foi fortalecido. O pintor David, segundo dizem, recomendou que o azul fosse posto ao lado do mastro. 

História


Ainda não há uma origem clara de onde tudo começou.

Em 1790 a Assembléia Constituinte ordenou que os navios de guerra utilizassem uma bandeira com as três cores, sendo o vermelho à esquerda, o branco, numa faixa mais larga, e finalmente, o azul. 

Ordenou-se que tal bandeira fosse disposta na vertical, pois há um século os navios holandeses já utilizavam as três cores na horizontal.

Um pouco antes da tomada da Bastilha, em julho daquele ano, Louis XVI reconheceria a nova Guarda Nacional que se formava. Ele usava, então, uma roseta com as cores vermelha e azul. 

Lafayette teria adicionado o branco. Em 27 pluvioso do ano II (15 de fevereiro de 1794) foi assinada a lei que reconhecia a bandeira como símbolo nacional. Reza a lenda que a ordem das cores foi escolhida pelo Jacques-Louis David.

Com a volta da monarquia, a bandeira branca com símbolos reais retornou, até ser novamente suprimida, em 1830. Os republicanos utilizavam as três cores para afrontar o rei.

França

Passado o período da Restauração, o governo provisório da Revolução de 1848 oficializou as três cores. Mas a população utilizada a bandeira vermelha nas barricadas. 

Louis-Philippe, que assumiu o trono entre 1830 a 1848 afirmou que não alteraria as três cores, pois ficava a critério da população escolhê-las.

Na república de 1848 novamente tentaram trocar o azul-branco-vermelho por outro modelo. Na ocasião, insurgentes queriam uma bandeira inteiramente vermelha. Contudo, o padrão foi mantido até os dias de hoje.

A partir da III República, finalmente, o este modelo foi aceito amplamente. Nas Constituições de 1946 e 1958 fizeram da bandeira um emblema nacional da República.


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 Desde 1949


A bandeira oficial da Alemanha foi adotada em 1949, logo após a queda do regime nazista. Mas a sua origem é mais antiga. A primeira vez que esse modelo tricolor apareceu foi no início do século XIX. 

Após a queda de Hitler, a nação, embora dividida, compartilhava o mesmo modelo, tal como conhecemos. Mas a partir de 1959, foi adicionada à bandeira oriental o símbolo socialista da RDA (República Democrática Alemã).

Em 1848 a onda de Revoluções que tomava a Europa, o Parlamento de Frankfurt, que propunha a unificação do país, sugeriu também a adoção do modelo tricolor, tal como conhecemos. 

Mas as tentativas de unir a nação fracassaram, pois o rei Frederico Guilhermo IV da Prússia, recusou ser governante do novo império.


O significado das cores


Bandeira alemã

As cores preto, vermelho, e dourado são símbolos do país há muitas décadas, e já tiveram muitos significados. Diferentemente do que ocorre em outros países, não há um significado para cada cor, ele deve ser tomada no conjunto.

Atualmente as cores representam a liberdade, tanto da nação alemã, quanto de seu povo, e a unificação do país. 

Durante a República de Weimar, logo após a Primeira Guerra Mundial, os partidos democratas, republicanos e centristas utilizavam as cores para representar o respeito à república e para defendê-la de extremismos.

Mas não são só essas cores que têm significância na história alemã. A bandeira com as vermelho, preto e branco também foram utilizados durante algumas vezes, como no Império Alemão (1871-1918), e no governo nazista (1933-1945).

História e origem


Há duas teorias possíveis sobre a origem da representação tricolor. A primeira diz que ela foi inspirada nas cores do Sacro-Império Romano Germânico ( 962-1806). 

X-XIX


Seu símbolo máximo era uma águia preta, de duas cabeças, com bicos e patas vermelhas, na frente de um fundo amarelo.

A segunda teoria, mais aceita, é que as cores foram inspiradas nos uniformes dos soldados liderados pelo major Lützower, que enfrentaram Napoleão Bonaparte.

Essas tropas eram paramilitares, e ajudaram a libertar o país do jugo do auto-proclamado imperador francês. Independente da verdadeira inspiração, o modelo tricolor foi adotado em 10 de março de 1848, pela Confederação Germânica, que desejava unificar os estados que pertenciam ao Sacro-Império.

Símbolo

Em 1871 chega ao fim Confederação Germânica, uma outra foi criada, com a intenção de fortalecer a Prússia no domínio da Alemanha setentrional. Como bandeira, adotaram o modelo tricolor vermelho-preto-branco.

Essas cores uniam o preto e branco da Prússia, com o branco e vermelho da Liga Hanseática, uma união mercantil com aspirações políticas. O modelo foi ainda utilizado pelo Império Alemão.

Bandeira

Em 11 de agosto de 1919, a recém criada República de Weimar resgatou o antigo modelo preto-vermelho-dourado. Ainda assim monarquistas desejavam o modelo vermelho-preto-branco.

Em 1926 o modelo imperial começa a ser utilizado em delegações estrangeiras, e passa a voltar a ser a bandeira oficial entre 1933 e 1935, a desejo de Hitler. 

Em 15 de setembro de 1935 os nazis estreavam a nova bandeira, com as cores imperiais: a suástica, em preto, sobre um circulo branco num background vermelho.

Terceiro Reich

Dez anos depois, o Nacional Socialismo de Hitler foi derrotado na Segunda Guerra Mundial. Com a queda do Terceiro Reich, os antigos símbolos nazistas foram proibidos. 

Durante a ocupação do país pelos Aliados, que durou 4 anos, os navios alemães utilizavam uma bandeira em forma de C, que significava Charlie, com listras azuis e brancas, e no meio, uma vermelha.

Para as repúblicas do pós-guerra, foi resgatado o modelo clássico, que os alemães utilizam até hoje. Em 1959, o lado socialista quis diferenciar-se da Alemanha Ocidental, e adicionou à sua bandeira o símbolo da RDA.

RDA

Tal diferenciação existiu até a queda do Muro de Berlim, e o colapso do socialismo no mundo todo. Com os lados novamente unidos, o velho modelo que representa a unificação e liberdade germânica voltou.

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Desde 1981


Juntamente com o Brasão da Espanha, a bandeira espanhola é um dos símbolos oficiais do país. Foi adotada em 5 de Outubro de 1981, assim que foi aprovada a lei que estabelecia última versão do escudo nacional.

O desenho é basicamente o mesmo projeto já utilizado em 1785, à exceção do período da Segunda República, entre 1931 e 1939. Desse espaço de tempo, o desenho do escudo é diferenciado.

As cores da bandeira da Espanha são vermelha e amarela. Três faixas horizontais cortam a bandeira, sendo a do meio o dobro do tamanho das outras. A faixa amarela fica ao centro, onde está localizado, à esquerda, o escudo do país.

Ela é chamada de la Rojigualda, devido suas cores (roxo é vermelho; gualda, amarelo).

História e origem


bandeira espanhola

É provável que as primeiras insígnias utilizadas no território espanhol foram os vexilos romanos (pequenos estandartes). Só depois da invasão muçulmana os modelos de bandeira como conhecemos hoje, de tecido mais leve e na horizontal, foram adotados. 

O que antes representava nações e territórios, passou a ser símbolo, também, de reis, linhagens e casas reais.


O mais próximo do conceito de bandeira nacional que temos hoje só foi utilizado no século XVI, na ocasião do casamento de Joana de Castela com o arquiduque da Áustria, Felipe I.

Nesse período já se nota símbolos importantes aos espanhóis, como a Cruz de Borgonha, escolhida por Felipe I por ser um símbolo utilizado pela casa da sua mãe, a  Duquesa da Borgonha, Maria.

A Cruz de Borgonha foi utilizada como insígnia marinha e bandeira de guerra em terra durante muito tempo, tendo pequenas alterações, como quando Carlos III resolveu mudar o fundo branco, alegando que dessa forma diferenciaria da Cruz de São Jorge da bandeira inglesa.


Símbolo espanhol
Cruz de Borgonha


Foi através de um concurso realizado por Carlos III que foram escolhidos os símbolos da marinha naval e comercial, em 1785. 

Abaixo um desenho datado desse ano, com os modelos escolhidos pelo rei:

Símbolos de 1875

Em 1843, a rainha Isabel II assinou um decreto, no dia 13 de outubro, reconhecendo a bandeira com as faixas vermelha, amarela, e vermelha, como o símbolo nacional.

O decreto sancionado por ela também exigia que as unidades militares usassem-na, ao invés de suas antigas variações. Nesse momento o modelo abaixo era o símbolo nacional.

Símbolo nacional espanhol

Na fundação da Primeira República, em 1873, o modelo continuou sendo o mesmo. Mas foram suprimidos dos escudos todos os símbolos reais da monarquia.

Basicamente o padrão se manteve até hoje, tendo constantes mudanças dependendo do governo. A mudança mais significativa foi durante a Segunda República (1931-1939), quando o vermelho inferior foi trocado pelo púrpura.

1931-1939

Depois da Guerra Civil a bandeira voltou a ter duas cores, com algumas variações no escudo, até chegar ao modelo oficial de hoje, que é utilizado desde 1981.

Até 1977


Para colorir

Bandeira espanhola

Bandeira


A bandeira da Inglaterra, um dos  países do Reino Unido, é um dos principais símbolos do país, e traz as cores vermelho e branco

Há controvérsias sobre o início de sua utilização,  mas é unânime a crença de que na Idade Média os ingleses já a tinham como símbolo a cruz vermelha num fundo branco. 

Foi  apenas no século XVI que os ingleses a adotaram oficialmente, que já era muito utilizada. O exército britânico a utilizou até 1606, e a marinha mercante a utilizou como insígnia até 1801. 

A partir de 1900 é que ela começou a ser usada em muitas ocasiões, sobretudo em eventos esportivos.

A sua proporção é de 3:5, ou seja, deve ter, por exemplo, 3 metros de altura por 5 de largura.

Significado


Paolo Uccello, 1460
"São Jorge e o Dragão", Paolo Uccello, 1460

A cruz  simboliza o patrono do país, São Jorge.
                  
Segundo a lenda, ele matou um poderoso dragão para salvar uma princesa. Depois de ter morto, usou o sangue dele para fazer uma cruz no seu escudo. 

Entre os ingleses por vezes é chamada de "Cruz de São Jorge", ou 'Bandeira de São Jorge".

Não há registro de quando ele se tornou patrono do país. O que se sabe é que muito antes da conquista do território pelos normandos os ingleses e irlandeses já conheciam a história do guerreiro. 

Isso pode significar que os cruzados ajudaram na popularidade quando voltaram da guerra.

Uma teoria  diz que na fundação da Ordem dos Cavaleiros de São Jorge, por Eduardo III em 1348, o santo católico teria sido adotado, e aí começou sua história com o país. 

A partir de 1415 já existia uma data comemorativa para ele, e até hoje é uma das datas comemorativas mais importantes do país.

Origem


Foto da bandeira
Foto no Wembley Stadium


Autoridades do século XIII afirmam que nas cruzadas de 1188 o rei Henrique II da Inglaterra teria ido à guerra com uma cruz vermelha, enquanto o rei Felipe II, da França, utilizou como símbolo a cruz branca.

No entanto, há também a afirmação de que, a princípio, os reis combinaram de levar as cruzes em ordem invertida. 

Não há  relatos de qual ponto da história resolveram trocar as cores.

Outra tradição, essa que remonta a Era Vitoriana, diz que quem adotou, tanto o símbolo como o santo padroeiro, foi Ricardo Coração de Leão, durante sua cruzada. 

Porém, essa crença, ainda que bastante popular, não encontra fontes historiográficas suficientes.

O historiador medievalista francês, Charles-Edmond Perrin, acredita que tudo começou com o reinado de Eduardo I, por volta do ano 1270. 

Soldados ingleses usavam a cruz vermelha na batalha de Lewes para se diferenciar dos barões rebeldes, que utilizavam uma cruz branca.                            

Confusões com a do Reino Unido


Bandeira


Muita gente confunde a da Inglaterra com a do Reino Unido. Essa é a junção das três cruzes dos padroeiros da Irlanda (São Patrício), da Escócia (Santo André), além da de São Jorge. 

Logo após as revoluções francesa e americana, foi criado no final do século 19 o conceito de bandeira nacional, em posição às militares, às insígnias navais, e estandartes reais. 

Os países do mundo todo começaram a utilizá-las como símbolo oficial. Até então esse símbolo do Reino Unido era tido pelos ingleses como nacional, mesmo sem ser oficializado. 

C. K. Chesterton observa que a com a cruz vermelha no fundo branco  começou a ser utilizada pelos ingleses como símbolo nacional no período do Estado Livre Irlandês.


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